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COMIDA E PROXIMIDADE

O friozinho gostoso chegou de vez aqui em São Paulo e como todo ano, meu corpo pede por sopas, cremes, caldos ou qualquer coisa bem quentinha.

Comentei com o meu marido durante o almoço sobre a diferença do nosso corpo e a alimentação entre meses mais frios e quentes, já que tínhamos compramos salada e ela estragou na geladeira. A gente acabou comendo os legumes refogados, mas a salada não rolava.

Começamos a pensar no planejamento das refeições da próxima semana, e lembrei de caldo verde que eu amo.

No dia seguinte, conversando no grupo da família, meu cunhado comentou que tinha feito caldo verde e lógico que eu falei “Ah, que delícia!”

Logo em seguida ele me mandou uma mensagem dizendo que passaria aqui em casa pra entregar um pouco pra gente.

Falei pra ele não se incomodar, mas mesmo assim ele trouxe.

Pouco tempo depois, minha sobrinha me mandou um áudio no WhatsApp: “Tia, desce na portaria porque já estamos chegando aí com o caldo verde e pãozinho!”

Além do caldo verde, eles passaram na padaria e compraram pãozinho pra acompanhar! Muito amor! <3

Pronto, já tínhamos o jantar daquele dia, feito com o maior carinho. O próprio iFood da família!

MESMO LONGE ESTAMOS PERTO

Eu sempre falo que a comida vai muito além de nutriente pro corpo. Óbvio que precisamos pensar naquilo que comemos, mas não curto muito essa forma simplista de descrever o que é a comida no nosso dia a dia.

Nesses meses intermináveis de isolamento social, a comida se mostrou ainda mais presente com esse sentido no meu dia a dia.

Parece até estranho falar isso, porque não conseguimos estar perto de quase ninguém, mas a comida e seus super poderes, se faz presente mesmo quando a gente sente que tá num filme totalmente distópico.

Semana passada, minha mãe percebeu que eu estava pra baixo (mães também têm super poderes) e perguntou se eu queria bolo de cenoura. Claro que ela sabia que isso ia me animar!

O bolo de cenoura que ela faz é o meu favorito. Ela chegou aqui na portaria com o bolo quentinho pra gente e deu aquele aconchego na alma, mesmo a gente só tendo um terço do rosto descoberto pra se comunicar.

O VALOR DA COMIDA COMO UM ACONCHEGO NA ALMA

Quando cozinhamos para os outros é sem dúvida uma forma de mostrar nosso íntimo.

E mesmo nesses dias meio sombrios, eu tenho parado pra perceber como esses gestos, mesmo sem abraços e beijos têm chegado até mim.

Isso muda completamente meu humor e meu estado de espírito no dia e é por isso que eu amo tanto todo o contexto que a comida tem.

Enquanto escrevia esse texto, comecei a me lembrar de outras vezes que o “iFood família” entrou em ação. Minha sogra fez comida pra nós e trouxe pra gente, e meu outro cunhado trouxe também frutas fresquinhas pra gente aqui.

Ah, gente! É amor demais, fala sério!

COMIDA NÃO É SÓ NUTRIENTE PARA O CORPO

Como falei antes e não canso de dizer que a comida tem proporções que a gente não consegue imaginar, é isso que ela vem sendo, com mais força do que nunca, na minha vida.

Gente muito querida, que sinto falta todos os dias, de alguma forma está ficando perto de mim através da comida!

Essas gentilezas só servem pra reforçar aquilo que eu sempre digo: quanto mais a gente se aproxima da comida, mais a gente consegue entender o papel dela nas nossas vidas.

Antes ela estava presente nas festas e comemorações, mas encontros estão cancelados até que a gente tenha alguma direção sobre o que faremos daqui pra frente. Apesar de tudo isso, a comida não foi cancelada. Ela ainda tá com a gente, firme e forte e trazendo um pouco de alento que tanto precisamos nesse momento.

 

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